quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Os loucos da Rua Mazur | João Pinto Coelho


Quem leu e se apaixonou por "Perguntem a Sarah Gross" (se não leram é OBRIGATÓRIO), não poderia deixar de ler o mais recente livro de João Pinto Coelho. O problema é que a fasquia estava muito alta...

Antes de ler, ouvi muitas críticas, mas achei-as infundadas. Não achei que o número elevado de personagens tornasse o livro confuso. Mas a verdade é que este não é um romance "comercial". Não agradará a muita gente mas quem conseguir ir mais além verá uma grande obra, diferente daquilo que muito se tem escrito sobre este período da história, mas mesmo assim sublime. João Pinto Coelho é talentoso. 

A história fala-nos do judeu Yankel e do escritor católico Eryk, que não quer morrer sem escrever o livro da vida deles. Conhecem-se desde a infância, numa aldeia remota, cercada por floresta, onde partilharam a amizade e o amor de Shionka. Nessa cidade onde cristãos e judeus nunca viveram muito pacificamente, vivem a ocupação soviética e nazi. Passados muitos anos em Paris reencontram-se para redimir o passado relembrando episódios duros e quase inconfessáveis. 

Até meio do livro, existe uma calma serena. Mas o ritmo chega em força e somos literalmente catapultados para a barbárie mais selvagem. As descrições são rudes mas escritas de uma forma sublime. Mostra-nos sem rodeios como os seres humanos enfrentam as adversidades mais atrozes da vida. É um livro que nos faz parar e pensar. 

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Encomendar produtos Prozis




A Prozis é líder europeu em alimentos funcionais e suplementos alimentares. Depois de ver tantas referências em blogues e nas redes sociais, senti alguma curiosidade em encomendar produtos da Prozis. Este testemunho é mais para quem, como eu, estou sempre com um pé atrás em compras online e pensa que não se identifica com os produtos da marca. Eu também não sou atleta nem faço uma alimentação com suplementos, proteínas, barras e afins. Apenas tenho algum cuidado com o que consumo e tento fazer as melhores opções. 

Primeiro, os produtos. Alguns já podem ser adquiridos em supermercados (Jumbo, Leclerc) mas o site tem uma gama muito maior. O que mais gosto de encomendar? 


  • Manteiga de Amendoim. Já há com coco, com chocolate, caramelo, sabor rolo de canela. Há de amêndoa, de caju. Mas eu sou fiel à manteiga de amendoim cremosa que não tem açúcar nem gordura adicionados como é o caso de muitas marcas de supermercados. É uma opção até para os mais novos.
  • Aveia de sabor. Há para todos os gostos: brownie, cheesecake de morango, bombom, etc. É preciso saber doseá-la, pois na minha opinião quando se usa muita numa receita tem um sabor muito artificial.  
  • Maple Syrup. Fiquei fã. Por cima de panquecas e waffles de aveia fica mesmo maravilhoso (o  xarope de chocolate achei muito artificial, mas os homens lá de casa gostam). A Prozis tem também molhos, como ketchup e César, e parecem-me interessantes para quem costuma consumir.
  • O Pão de Alfarroba, com menos 56% de hidratos de carbono do que o pão normal e enriquecido com 16gr de proteínas. É fofo e delicioso. O Pão multi-cereais também é bom, mas acho um pouco mais seco. 
Os prazos de entrega são muito curtos. Acima dos 20€ não pagam portes de envio (podem juntar algumas amigas). E não faltam nas redes sociais códigos de desconto. Podem pedir para entregar em casa ou levantar num ponto pick up que têm horários mais alargados (já mandei entregar no Jumbo e no Aki). Chega tudo bem acondicionado. Podem pagar na entrega sem pagar mais por isso. 

A Prozis superou mesmo todas as minhas expectativas. Site da Prozis: aqui

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Desapareceram | Haylen Beck


Livros que envolvem desaparecimento de crianças, só nos podem deixar com os nervos em franja e um nó no estômago. "Desapareceram" fala-nos da luta desesperada de Audra para encontrar os seus dois filhos Sean e Louise. Imagine uma mãe a viajar de carro com os seus dois filhos para fugir de uma vida de maus tratos, quando é mandada parada por um Xerife que encontra marijuana na bagageira do carro. Audra é presa e, já na esquadra, é confrontada com a resposta do Xerife "quais filhos? Viajava sozinha quando a mandei parar

É daqueles livros que nos prendem até ao fim. E torna-se chocante porque, embora seja ficção, levanta questões bem reais. É um livro muito bem conseguido, com ritmo, cheio de tensão e que daria um boa adaptação cinematográfica. Gostei muito e recomendo. 

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Nesta altura do ano...



É nesta altura do ano que mais sinto saudades da "terra". Este período da Quaresma é vivido de uma forma tão mais intensa na aldeia do que aqui na cidade. E não falo apenas de questões religiosas. 

É todo um clima que se vive e que anima as gentes da aldeia. São os cheiros que são diferentes, o ritmo, uma azáfama para a chegada da primavera. As pessoas abrem e arejam as casas, pintam os seus lares e preparam-se para uma renovação do seu quotidiano. É o cheiro da lenha a queimar nos fornos para os folares e o cabrito assado. É o amassar dos folares, o cheiro dos enchidos a serem cortados, as conversas mais demoradas à porta das casas depois de meses de inverno em que todos se recolhem. É um renascer depois de meses rudes. É aquele sol numa abrigada que revigora o corpo e a alma. É a natureza a dar sinais de um tempo melhor que há-de chegar em breve. 

E depois são as tradições religiosas, que são vividas com mais intensidade: a visita pascal, o domingo de ramos, o convívio entre familiares e vizinhos.

Enfim, tenho sentido um aperto no peito de saudades. Preciso do toque daquela terra, de respirar aquele ar, para me reencontrar, para me revigorar, para me sentir mais em paz comigo mesmo. 

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

13 minutos | Sarah Pinborough


Natasha esteve morta durante 13 minutos. É salva por um homem solitário que passeia o cão de madrugada, mas a adolescente sofre de amnésia. Não se recorda do que aconteceu e as suas melhores amigas, Hayley e Jenny, têm um comportamento estranho e muito atencioso. Todas as personagens são suspeitas e existe uma tensão contínua ao longo das páginas. O caso de Natasha é um mistério: terá sido suicídio? uma brincadeira de adolescente que correu mal? uma tentativa de homicídio?

Através da perspectiva de várias personagens, de diários, de notícias de jornais, de depoimentos à polícia, vamos deslindando o caso, mas sempre de uma forma bastante ambígua e com alguma expectativa latente (admito que resolvi demasiado cedo o mistério).

É um livro da categoria "Young Adult" que fala de bullying, assédio, adolescência, dependência, amizade, depressão, manipulação, egocentrismo, inveja, lealdade, segredos..

É daqueles livros que nos prende até ao fim, mas que o final deixa algo a desejar. É daqueles casos que me fazem imaginar o escritor demasiado cansado ao fim de tanto esforço, que chega ao fim do manuscrito e que quer fechar a obra o mais rápido possível. É demasiado abrupto. Demasiado sem sal. Pelo menos para mim...

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Missão 2018: Álbum Fotográfico


Há anos que ando para imprimir fotografias para fazer um álbum fotográfico. As máquinas digitais são fantásticas mas sempre senti falta de folhear álbuns e recordações impressas.

Quando o meu pai faleceu, fiz um pequeno álbum com fotografias nossas. Foi uma pequena tábua a que me agarrei muitas vezes, uma maneira de me sentir mais próxima dele. 

Há dias, o Simão pegou nesse álbum e perguntou-me porque era tão especial para mim. Ele, na simplicidade dos seus 5 anos, disse-me "mãe, eu também quero fazer um álbum com os nossos momentos felizes. Assim, o dia em que morreres eu também vou poder lembrar os nossos momentos felizes e ter-te mais perto de mim". 

Devem imaginar que chorei como uma madalena. Mas deu-me alento e estou a preparar o nosso álbum. Mas como devem imaginar, estamos a falar de milhares de fotografias! Mas acredito que vai valer muito a pena. 

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

A Mulher do meu marido | Jane Corry


Lily é advogada e acaba de casar com Ed, um artista plástico. Mas o casamento deles baseia-se em demasiados segredos. Quando Lily aceita o seu primeiro caso criminal, começa a sentir-se atraída pelo seu cliente, acusado do homicídio violento da sua namorada. Este caso vai ter um grande impacto no quotidiano de Lily... A vida de Lily e Ed fica ligada à da sua jovem vizinha, Carla de nove anos, que também já tem os seus segredos e o domínio da arte da manipulação. Os seus caminhos voltam-se a encontrar passados mais de dez anos...

É um daqueles livros que se lê compulsivamente. Até ao final da primeira parte, não percebemos bem até onde  a escritora nos quer levar mas na segunda parte os acontecimentos começam a desfilar a uma velocidade estonteante. E não conseguimos largar o livro. No início pensámos que o livro vai ser sobre um crime passional, mas acreditem: é muito mais do que isso. Aqui nada é o que parece. Mistura a história de duas mulheres, com muitos segredos, muita manipulação, tudo contado a conta-gotas e cheio de meias-verdades. Tudo se liga e percebemos como acontecimentos do passado podem afectar o dia-a-dia e as decisões do presente. 

É muito bom mesmo. Recomendo.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Desistir


Hoje acordei de rastos. Desfeita, sem forças, sem vontade de sorrir. Se há coisa que odeio é desistir. De não levar algo até ao fim. Sinto-me impotente. Sinto-me completamente desfeita. Mas não aguento. Sinto que toda a energia me foi sugada, que estou vazia por dentro. Sinto-me perdida, sem saber em que direcção olhar. Não sei o que fazer, mas sei que vou ter de decidir. Agora. Não posso adiar mais certas decisões. Por mais que custem, por mais que me destroem. Porque sei que ninguém me vai facilitar nada. Sei que a minha vida vai ser mais difícil. Mas eu preciso de paz. Preciso de chegar a casa e ter ali um refúgio. Estou farta de chorar e ser infeliz. Sinto que falhei ao meu filho. Mas estou sem forças para continuar a ser um fantoche. Tenho medo da mudança, mas sei que por vezes um acontecimento mau, é o melhor que nos pode acontecer a longo prazo. Já sobrevivi a pior. E mais uma vez sinto que se tivesse o meu pai tudo seria mais fácil: esse colo incondicional faz-me tanta falta. 

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Bolo de coco - versão mais saudável


Desde miúda que adoro bolo de coco e tudo o que leva coco (os Bounty eram (uma) das minhas perdições). Experimentei esta versão saudável que fez sucesso lá em casa.

Apenas precisam de:
  • 3 ovos médios
  • 200 ml de leite de coco light
  • 70 gr de coco ralado
  • 100 gr de farinha (eu usei metade de farinha de aveia intregral e metade de farinha de trigo sarraceno. A receita original fala em farinha de amêndoa)
  • 1 colher de sobremesa de mel bem cheia (a receita original fala em 100ml. Para mim, bastou 1 colher de sobremesa mas fica pouco doce. Admito que a maioria das pessoas precise de mais)
  • Fermento q.b.

Basta misturar tudo até obter uma massa homogénea, e cozer cerca de 20 minutos no forno (façam o teste do palito). No final, derretam chocolate negro e coloquem por cima: fica divinal. 

Eu aproveito muitas vezes quando faço algum assado no forno para jantar. O bolo bate-se muito rapidamente e como o forno já está quente, coze num instante e não se gasta tanta energia. 

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Grávidas, prioridades e educação...


A lei das prioridades mudou e ainda bem. Concordo plenamente e quem me diz que gravidez não é doença atreve-se a levar um tabefe de uma mulher que não conseguia estar de pé na mesma posição mais do que alguns segundos sem sentir dores enormes. Concordo que as grávidas devem passar à frente nas filas e que tenham lugares prioritários sentados nos transportes. 

Mas haver uma lei que dá direitos não retira o "dever" da boa educação. Um "bom dia", "se faz favor" ficam sempre bem. Tenho assistido a cada vez mais casos de grávidas que se chegam às pessoas apenas com um "tenho prioridade"ou "quero sentar-me". As boas regras ditam que devemos ajudar quem precisa, independentemente de haver uma lei ou não (sempre fui educada e sempre cedi o meu lugar a mais velhos, grávidas, pessoas deficientes, a pessoas com poucas compras quando tenho um carrinho cheio,...) , mas as boas regras também ditam que devemos ser simpáticas e educadas.

É por isso que a maioria das pessoas reclamam: não é por cederem o lugar mas pela falta de tacto e educação. O "bom dia", o "faz favor" e um sorriso na cara fazem milagres!! Em todas as situações na vida!

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Bifes intercalados: uma receita SOS para dias atarefados


A semana passada experimentei uma receita simples, rápida e muito saborosa. Ideal para aqueles dias em que chegamos a casa tarde, sem paciência para estar a cozinhar, mas sem querer abdicar de uma refeição mais saudável.

Num pirex, coloquei alguma cebola laminada e 2 dentes de alhos picados (eu ponho cebola e alho em tudo, mas podem passar essa parte). Por cima, vão intercalando bifes, com aquilo que mais gostarem. No meu caso, coloquei um bife de frango, uma fatia de fiambre de frango, uma fatia de queijo magro sem lactose, sempre até encher o pirex. Mas podem usar bifes de peru, bifana de porco, chourição, fiambre de porco. É à vontade do freguês. A carne é preciso temperá-la antes, claro. Depois por cima é só colocar muitos orégãos e levar o pirex ao forno a 200º C e depois um pouco a gratinar. Enquanto fazem um acompanhamento, por exemplo, arroz, têm a carne pronta. Simples, rápido, não suja muita loiça e está aprovada por toda a família.