segunda-feira, 24 de abril de 2017

Adventure Park: onde as mães se assustam mais que os filhos


Agora começo a perceber quando ouvia os adultos disserem "se soubesses a preocupação que dás à tua mãe, não farias isso"... Tenho um filho de 4 anos que adora actividades radicais. Alturas, velocidades, saltos perigosos... ama tudo o que não aprecio. Mas não o quero moldar aos meus medos e fragilidades: não o posso impedir de fazer coisas apenas porque eu não gosto. 

E nisso, rumámos ao Adventure Park, no Jamor, para fazer arborismo. Pela altura dele, iria fazer "a pequena floresta", e eu pensei ingenuamente que seria algo "pequeno", mas não, tem uns 15 obstáculos a cerca de 5 metros do chão. O bilhete dá direito a duas voltas e demora cerca de 45 minutos. Acaba com o slide. E ao ver o meu minorca ali em cima (eu tenho vertigens só de olhar) quase me dava um ataque de coração. 

Mas o espaço é giro, e (para quem gosta) promete muita aventura. Existem dois percursos: a "pequena floresta" (a partir do 1m10) e o "mega Circuito" ( a partir do 1m40). Fazem festas de aniversário, mas não acho um espaço consensual: ouvi muitas crianças a chorar porque estavam cheios de medo. O bilhete de crianças para a "pequena floresta" custa 12,50€. Não é uma actividade propriamente barata, mas sabe sempre bem variar um pouco as brincadeiras. Gosto de lhe proporcionar experiências diferentes: e quando é ao ar livre, ainda melhor!

Se tiverem curiosidade, podem obter mais informações aqui

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Essenciais para ter sempre na despensa para uma alimentação saudável




Para comer de forma saudável é importante ter sempre alguns alimentos essenciais em casa, que nos permitem fazer refeições e snacks de forma rápida e simples. Há quem seja apologista de nunca ter em casa certos alimentos, como batatas fritas, gomas, etc., para não cair em tentação.

O fim-de-semana está à porta e a maioria vai fazer compras para encher a despensa e o frigorífico, pois isso pensei partilhar a lista de alimentos que nunca faltam cá em casa:

- Flocos de aveia e farinha de aveia. Dá para fazer panquecas, pão, papas, bolos. Costumo ter sempre várias variedades de farinhas (adoro farinha de centeio integral) para ir variando.

- Ovos: são a base de muitas receitas, desde omeletes (é raro fazer, mas é um SOS),  panquecas, bowlcake e bolos.

- Queijo fresco light e queijo quark 0%. São queijos com validade alargada e que podem ser consumidos de várias maneiras: com pão, com marinheiras (para a semana faço um post com ideias de snacks), com granola, com gelatina, etc.

- Atum em água: haverá algo mais prático do que abrir uma lata de atum e fazer uma salada?

- Courgette. É um legume que aguenta uns dias no frigorífico. Adoro courgette: salteada, no arroz, recheada, em esparguete, na sopa. Também tenho sempre cenouras e couve

- Chocolate negro 80%... Adoro para aqueles dias em que apetece um docinho com o café. E uso nos bolos, nas panquecas, derretido para substituir a nutella. 

- Arroz basmati (tem um índice glicémico mais baixo e cozinha-se muito rapidamente) e massa integral (há várias opções no mercado)

- Doce Dalfour (sem açúcar) e manteiga de amendoim da Prozis (à venda no Jumbo)

- Iogurtes magros/ gelatina (condi)/ leite magro Não sou grande consumidora de iogurtes, mas os homens lá de casa sim. Nunca faltam

- Sementes variadas (abóbora, chia, girassol, ...), frutos secos (os do Lidl), canela, mel, para ir colocando nos lanches, iogurtes, em topping de crepese e panquecas.

- No congelador, tenho sempre peito de frango, frango e pescada congelada. Dá para cozinhar de mil maneiras. Evito ao máximo comprar carnes e peixes processados (hambúrgueres, salsichas, douradinhos, etc.)

- Marinheiras de chia (as minhas preferidas) e bolachas de milho, para os lanches e para andar na mochila para o pequeno ao fim-de-semana. Sim, o meu filho raramente come bolachas "industriais"

- Leguminosas em lata. Eu sei que não é a melhor opção, mas há dias em que não há tempo para mais, e abrir uma lata de grão ou feijão é a única solução.

- Fruta: somos uns grandes consumidores de fruta. Há algumas que se aguentam melhor do que outras, mas não faltam laranjas, maçãs, pêras e bananas. Depois vamos comprando aos poucos, com os outros legumes e a alface para evitar estragar

A ideia-chave é apostar sempre em produtos "limpos"/ naturais, nos frescos, evitando os processados. E claro: ir variando e retirar prazer à mesa. 

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Sim, somos umas cabras



Esta campanha contra o bullying contra mulheres suscitou grandes polémicas aqui no escritório, onde na equipa directa somos todas mulheres. 

Temos de assumir: nós mulheres somo umas cabras umas para as outras. Estou a generalizar, é certo, mas olhemos à nossa volta e vamos perceber que somos nós mulheres que apontamos o dedo ao comportamento das outras. Não são os homens que criticam atitudes, opções de vestuários, etc. Somos nós que criticamos e que prejudicamos a emancipação das outras mulheres.

Porquê tantas críticas a grávidas que continuam a fazer exercício físico? Para mim, gravidez foi doença, mas se outras se sentem bem a fazer exercício, mesmo com uma barriga de 7 meses, porque hei-de criticar? Porquê insinuar que não deveriam ser mães, porque só pensam no culto do corpo, que ser mulher é ter marcas de estrias, peles descaídas? Porquê não aceitarmos que as outras podem ser felizes de outras formas? Que cada mulher é diferente e encontra o seu bem-estar de maneiras diferentes? Tal como não critico se outras mulheres acham que a gravidez é mesmo para a engorda e não se preocupam minimamente com os 30 quilos a mais.

Eu, por exemplo, nunca optaria por uma cesariana por opção, por vários motivos. Mas porque é que não poderá haver outras mulheres que agendem a sua cesariana, só porque não querem passar por um parto ou porque não querem "certas" marcas no corpo? São piores mães? Não!!

Amamentar é fantástico, cria uma relação especial com entre mãe e filho, é o melhor alimento, etc., mas porra, se uma mãe decidir que por uma questão meramente estética não o quer fazer, quem sou eu para criticar? Quem sou eu para decidir o estado das mamas dela?

Quem sou eu para apontar o dedo por alguém usar uma saia curta, um batom vermelho, optar por fazer férias sozinhas, ter uma relação aberta, decidir ser magra como a Carolina Patrocínio, assumir as suas formas sem complexos, etc.?

Temos de parar de julgar e atacar as outras mulheres. De fazer comentários que magoam, que rebaixem, que ferem a auto-estima, que aumentam a insegurança e a infelicidade...

Cada mulher é um pequeno grão de areia, mas juntas, somos a mais linda das praias. Somos fortes e seremos capaz de nos impor num mundo que continua a ser um mundo de homens. Juntas seremos mais corajosas para ser felizes, para nos assumir tal como somos. E se as mulheres forem felizes, o mundo também será mais feliz e pacífico. Somos nós mulheres os principais entraves à emancipação das outras, por isso, vamos parar um pouco e repensar o nosso modo de agir? 

terça-feira, 18 de abril de 2017

Pão de banana, figos secos e nozes


Lá em casa tenho um grave problema com as bananas: ou não as deixam amadurecer e desaparecem, ou chegam àquele limite de tão maduras que já ninguém as come. Este domingo, tinha ali 3 bananas perdidas, e fui à procura de uma receita diferente para testar. A escolhida recaiu num pão de banana com figos secos e nozes. A combinação é muito saborosa. Os homens lá de casa adoraram. É uma boa opção para variar dos pães de banana com chocolate.  

Para este pão, precisam de:

  • 3 bananas médias
  • 2 ovos
  • 100 gr de queijo quark 0%
  • 100 gr de farinha (eu usei trigo integral)
  • Fermento qb
  • 1 colher de sobremesa de mel (eu pûs um pouco menos)
  • 5 figos secos
  • 30 gr de nozes + 5 nozes para decorar

Pré-aqueçam o forno a 180ºC. Esmaguem as bananas com um garfo. Num recipiente, bater os ovos, juntar o puré de banana e o queijo. Misturem bem. Acrescentem a farinha e o fermento e misturem bem. Cortem grosseiramente as nozes e os figos secos. Acrescentem à massa e misturem. Vertam a massa numa forma rectangular de silicone e coloquem por cima 5 nozes para decorar. Cozer até o palito estar seco (a receita falava em 45 minutos, mas o meu foi mais rápido). A fotografia é da receita original porque não me deram tempo de tirar foto. 


segunda-feira, 17 de abril de 2017

Renovar o guarda-roupa dos mais novos


Este fim-de-semana fui conhecer a nova loja da Kiabi no Fórum Sintra. Quando era mais pequena, em França, era nas lojas desta marca que os meus pais me compravam a maioria da minha roupa. A verdade é que os miúdos crescem rápido e não tenho orçamento para vestir o mais pequeno em marcas mais caras. Neste momento, o Simão é um destruidor de calças: rapidamente ficam curtas de pernas ou então rasga as calças todas nos joelhos (brincadeiras de rapazes dá nisso). 

Gostei muito da Kiabi, embora tivesse à espera de uma loja de maiores dimensões. A roupa é gira e acessível. Tem cortes e modelos bem mais interessantes do que a Primark, e a relação qualidade-preço é muito interessante. E a arrumação da loja não é caótica como na Primark: está tudo bem organizado. Mães de meninas, tenho a dizer-vos que a secção de roupa de menina é apaixonante. Para mulheres, também achei alguns modelos giros e gostei de ver que a loja tem secção "tamanhos grandes" para mulheres e para homens. Podiam ter uma secção de acessórios com mais variedade. 

Acho que vale a pena ir à Kiabi. Comprei 2 pares de calças, 1 pólo e uns calções para o pequeno por 22€. O factor mais negativo é a localização, mas tenho esperança em abrem mais lojas em Lisboa. Podem ver a colecção aqui: http://www.kiabi.pt/ 





domingo, 16 de abril de 2017

Dos dias de Páscoa


Ao longo dos anos, a Páscoa foi perdendo significado para mim. Emigrada nesta grande cidade, quase me esqueço que a época pascal está à porta, ou não fosse eu bombardeada pelos supermercados com longos corredores com ovos de chocolate. Pareço uma velha a falar, mas a verdade é que a minha Páscoa está marcada por cheiros, sons e sabores que não consigo reencontrar nos recantos desta cidade.

Nem irei falar da Páscoa da minha infância, que tinha como momento máximo a procura de ovos pela casa, com um singelo cesto de vime no braço. A Páscoa cheira a fumo de chaminés nas aldeias. Tem uma ânsia generalizada de dar as boas-vindas à primavera, com a limpeza das casas e o refrescar das pinturas. Tem o amassar das massas dos folares, de forma vigorosa, à mão, na amassadeira de madeira. O cozer dos folares nos fornos à lenha. O encontro de pessoas à volta destas tradições, e da partilha de folares. Tem o som do sininho do padre pela aldeia para que todos possam receber Jesus em casa. É o calcorrear das ruas para as visitas à familiares. É o ir à missa, a visita de padrinhos e madrinhas. É o cheiro a cabrito assado na forma de barro no forno de lenha. É tudo o que fui perdendo e que sei que não voltarei a encontrar. A solução: criar novas tradições, mas há um fio que me prende a este passado, ainda muito recente, que me deixa sempre um pouco nostálgica.

Boa Páscoa!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

História da Menina Perdida | Elena Ferrante



E com este livro, acabo este quarteto de livros magníficos, sobre a Elena e a Lila. E ao finalizar este livro, não deixo de ter um sentimento de perda e luto. A história continua a desenrolar-se em Nápoles e apresenta-nos as mudanças sociais, políticas e económicas de Itália, através da vida e da amizade entre Elena e Lila, que ascenderam socialmente de forma totalmente diferentes.  O livro não aborda só grandes temas sociais, mas também questões da vida quotidiana das personagens como o amor, a desilusão, a repetição dos erros pelas gerações mais novas, a diferença entre pais e filhos ao longo dos anos, os problemas socioeconómicos dos desfavorecidos, a corrupção, a sexualidade, etc. 

Doce, nostálgico, imprevisível, é assim este fechar de uma série que me prendeu pela sua crueza, pela sua simplicidade e mestria, por conseguir pôr a nu muitos temas sensíveis. Admito que estava a espera de outro final mais conclusivo. Este tipo de livros não é consensual: ou se ama ou se detesta. O primeiro volume é o menos cativante dos quatro livros, por isso, mesmo de o primeiro vos deixe uma sensação agridoce, dêem pelo menos mais uma oportunidade à autora. 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Bolo simples sem açúcar e gordura adicionados


Estou constantemente a testar novas receitas para variar nos lanches, sobretudo quando são dias de treinos. Estes bolinhos (que pode ser feito em versão unidose, mas eu usei formas de mini-tartes - renderam estas 4) são a minha última experiência. São deliciosos, e não se nota a falta de qualquer tipo de açúcar. Gostei muito do resultado. São apelativos e acho mesmo que ficam lindamente na mesa de uma festa infantil, por exemplo. 

Para testar a receita, vão precisar de:
  • 1 ovo
  • 100 gr de leite (à escolha)
  • 80 gr de farinha (usei metade de trigo e metade de trigo integral)
  • 1/2 colher de café de essência de baunilha
  • Fermento qb
  • Maçã qb
Mais simples é impossível: é só bater tudo (ovo + leite+ essência de baunilha + farinhas + fermento). Misturei alguns cubos de maçã bem pequenos na massa. Coloquei em formas de silicone. Por cima decorei com fatias finas de maçãs, algumas nozes picadas e polvilhei com canela. Vai ao forno pré-aquecido a 200ºC até estarem cozidos. 

A receita original fala de duas variações: em vez da maçã/ canela/ nozes, sugere colocar frutos vermelhos e chocolate ou então apenas pepitas de chocolate. É uma receita que vou repetir com certeza!

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O trilho da morte | Sara Blaedel


Depois de ficar presa às "As raparigas esquecidas", que tem um final que nos deixa completamente em suspenso, peguei logo n´"O trilho da Morte". Este livro fala-nos do desaparecimento de um adolescente numa floresta dinamarquesa, marcada por ritos e tradições pagãs. Mas rapidamente percebemos que vamos reencontrar muitas personagens do livro anterior e que a investigadora Louise Rick vai levar a cabo uma investigação muito pessoal...

Estou a gostar imenso desta trilogia e convém mesmo seguir a ordem dos livros para perceber bem os meandros das personagens. Este livro oferece umas boas horas de suspense: poucas porque não descansamos enquanto não chegamos ao fim do livro!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Segredos para uma vida saudável


Estava a folhear a Saber Viver deste mês, quando me deparei com um artigo sobre o livro "As novas regras da saúde" de Frank Lipman e Danielle Claro, e identifiquei-me porque aplico muito das regras deles. 

Para o Dr. Lipman a saúde tem de ser vista de uma forma abrangente, porque tudo o que fazemos reflecte-se no nosso bem-estar. No livro, apresenta 110 dicas de alimentação, de exercício, higiene pessoal, de decoração, etc. 

Em termos alimentares, o médico é apologista de que precisamos de comer o que é natural (de preferência biológico) e esquecer as calorias. O importante é prestar atenção à fonte das calorias e não ao número das mesmas (100 calorias de couve não podem ser comparadas a 100 calorias de uma bolacha industrial).

Partilho convosco os 10 passos pela saúde que a revista Saber Viver publicou e que podem ser inspiradores:

1. Comer vegetais em abundância (apostar nos vegetais de folhas verdes)
2. Exercitar o corpo todos os dias (qualquer actividade é bem-vinda) 
3.Comer alimentos completos, densos em nutrientes, proveniente da terra (ou seja, evitar processados)
4. Dormir o suficiente
5. Minimizar o stress
6- Suportar o seu microbioma
7. Manter-se afastada do açúcar (o amarelo  e o mascavado são tão prejudiciais como o branco)
8. Evitar as toxinas tanto físicas como emocionais
9. Fazer parte de uma comunidade afectuosa
10. Escolher gorduras boas e de qualidade (frutos secos, abacate, ovo, óleo de coco, peixes gordos, etc.)

Admito que fiquei curiosa com o livro.


terça-feira, 4 de abril de 2017

As raparigas esquecidas | Sara Blaedel


Li este livro em apenas 3 dias: e isso diz tudo certo? Um ritmo frenético, uma história bem construída, personagens ricas, traumáticas e obscuras, num cenário de floresta nórdica, com descrições bem "gráficas". Portanto, tem os ingredientes certos para nos prender do início ao fim. 

Sara Blaeder é apresentada como "A rainha dinamarquesa do Thriller" e este livro é realmente intenso e fascinante. A autora tem uma escrita fluída, com ritmo. O final deixou-me louca pelo próximo livro (que já o estou a devorar). 

Mas afinal qual é a história por detrás d´"As raparigas esquecidas"? Numa floresta da Dinamarca, é encontrado o corpo de uma mulher, sem registos, de quem ninguém comunicou o desaparecimento. Louise Rick, chefe do recém formado Departamento de Pessoas Desaparecidas depara-se com esta "raparigas esquecidas" proveniente de uma antiga instituição para doentes mentais (e o livro fala-nos um pouco das condições horrorosas que os doentes mentais viviam há algumas décadas atrás) e tem de aprender a lidar com o seu passado...

Mais uma vez, tenho apenas uma coisa a apontar: mas porque é que as editoras teimam em começar a publicar as séries no 7º volume? Porquê?? Percebe-se e acompanha-se bem a história, mas não tem qualquer lógica!